No Surprises – Radiohead
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Sentimentos paternos
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Giovana Andreas Oliveira
Novembro de 2009, há de ser lembrado numa posteridade com uma certa dose de melancolia e nostalgia, práticas habituais deste ser.
Se chover, será uma insólita chuva de novembro.
Um poema para uma cidade deserta chamada solidão
O dia nasce enquantos os não-nascidos aqui morrem aos poucos | Eu tive um sonho esta noite, e tudo era uma grande tela cinematográfica | Um sonho bom | Os órfãos ganhavam mães brancas e pais negros | Ah, como estou cansado do nada, eu cansei do ouro | Os ônibus passeiam pelas ruas estreitas levando os corações sonhadores | E fica para trás uma fumaça escura, que tanto me lembra desespero | Estão todos tranquilos agora
O mal do novo século meus caros amigos, continua sendo a solidão.
Não a que vos escreve, esta morre nos segundos e renasce nas horas mortas
Sim, aquela que carregas na tua alma.
Grazie a Dio, não me furto de mim.
Ivan Oliveira.
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Chovia muito durante a noite, os ônibus passavam levando os robôs, os desajustados passavam com sonoridade infernal que fazia a casa tremer, todos em casa dormiam e invariavelmente eu… me encontrava acordado procurando o improcurável.
Certos distúrbios são para a vida toda.
Certos medos são a para vida toda.
Certos conflitos são para a vida toda.
Certos anseios são para a vida toda.
Certas solidões passam com o amanhecer do dia. O dia trás a vida que morre na noite, me centra, me tira do egocentrismo.
Há de se tornar a dizer que todo poeta acredita na valia de seus versos.
Quando mostra é por vaidade, quando não mostra é por vaidade também.
A chuva do norte é fria na madrugada fria do sul deste estado nação. Enquanto tu dormes, chove lá fora, eu… eu continuo aqui esperando um desastre natural novo na tv.
Para Itália
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Quando o seu fulgor foge à sua alma
estarei ao seu lado para consolar
Quando o seu pé na janela ressaltar
Te falarei de volta a partir da borda
Vou virar vou virar sua maré
ser o seu pastor… Juro… Ser o seu guia
Vou virar vou virar sua maré
tudo que eu posso fazer para curar-nos está lá dentro
Vejo que você precisa de mim
Eu sei
Vou virar vou virar sua maré
Eu serei o anjo em seu ombro
meu nome é Geraldine sua assistente social
_______________________________________________________Glasvegas.
Tenho uma série de questionamentos sobre até aonde podemos chegar, e se será válida a chegada. Nesta cidade que aprendi a amar, aprendi a ver com os olhos do cinema mudo, preto e branco as cores de tantas vidas que aqui passam.
Assim descrevo os dias.
São tantos que por mim passam, alguns conhecidos outros jamais retornarei a ve-los, no carro Glasvegas toca enquanto penso em o que dizer ao cliente. Os semáforos resolveram não funcionar esta manhã, então me sinto confortável para fazer o que quiser no trânsito. Me veio no momento um vontade de chocar-me contra o caminhão azul. “Toda vez que penso em você motriz, o coração pede descanso, o adeus que não vem, a dor que não passa, este momento que se prolonga enquanto a alma finda, o sorriso descontente que o vento afaga, somente o vento afaga a face, em sua face deito-me na escuridão do esquecimento, enquanto o fim se instala.”
Os semáforos voltam a funcionar, eu volto a funcionar, e a vida volta funcionar.
Para Giovana Andreas
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Cervejando-se no motocross
Ultimamente voltei a acreditar na cultura parauapebana, talvez seja porque desta vez me envolvi mais, agora nas entranhas governamentais da cultura local, embora ache clichê demais. É bem certo que mudarei completamente o roteiro principal que é o manifesto, para justamente manifestar-me contra qualquer manifestação de ordem pseudo-cultural, a partir de agora me declaro “Uma Besta Alienada e Corruptível” ou “A Puta de Q.I acima do seu”, ponto de exclamação.
Começo o extermínio pelo nome Parauapebana, porque parauapebense é coisa de maranhense, do qual me recuso a entrar em detalhes, pois sou contra qualquer tipo de repressão contra vizinhos chatos e intrometidos. Parauapebana porque rima com ratazana, e ratazana me lembra uma jornalistazinha de merda com a qual trabalhei há séculos atrás, então fica assim, pelo puro motivo de soar tosco, escroto, Parauapebana até os ossos. O texto perambula pelo nonsense, mas as entrelinhas cheiram ao FREE, aquele cigarro pra quem tinha bom senso.
Bom, voltemos ao roteiro.
Veja bem, caro leitor, vós que cansou de blogs, plogs e derivados virtuais, está sendo convocando neste exato momento em que a retina capturar estas humildes letras e vosso processador cerebral as interpreta, vós será o mais novo membro do MANIFESTO DA CONTRA CULTURA PARAUAPEBANA, serás o servo do anarquismo literário pós-brega-punk das aparelhagens e lutarás até o fim contra aqueles que insistem em querer informar, passar mensagens, entreter, façais como nós reles cyberIdiots não escrevais nada com nadaa, coisa com coisa e ainda sim…
Causar Frisson.
Hasta la post baby.
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O fim de ano já está chegando e começou a enxurrada de prêmios, “Prêmio Top Não sei o quê”, “Prêmio Qualidade de quê”, agora vai ter o Prêmio Mérito Lojista promovido pela ACIP ou CDL, ou as duas juntas, sei lá, tanto faz.
Legal ser reconheido pelo seu trabalho e tudo mais, só acho que tem prêmios demais e qualidade de menos, na verdade um jogo de me engana que eu te engano, um faz de conta. São tantos que nem sei se levo a sério algum deles.
Por isso resolvi criar minha Própria Prêmiação.
Tchan, tchan, tchan….
VEM AÍ
OS PIORES DO ANO 2008.
aguardem!!!!!
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